Este conto é uma alegoria viva das práticas de Imanência e do movimento de inscendência, a descida consciente ao corpo, à Terra e às relações que nos sustentam. Cada imagem e gesto do conto traz, em linguagem simbólica, os princípios do Eu corporificado, ecológico e guardião da teia da vida.
Ser humano, em Imanência, é tornar-se ponte viva entre mundos, onde o divino e o terrestre se entrelaçam no mesmo batimento. A ligação ecoa o princípio central da ecopsicologia profunda e da ética relacional:
“Não há centro, nem coroa.
Só teia.”
Contos Eco-Míticos
O Conto Eco-Mitológico não é um género, nem um estilo literário, é uma práxis simbiótica que atua como corpo-vivo de escuta, de memória sensível e de reconexão com a teia da vida. Emerge de um lugar entre, onde ferida e fertilidade, crítica e encantamento, se entrelaçam para regenerar a relação; entre humanos e não-humanos, entre o visível e o invisível, entre o tempo cíclico e a urgência do agora.
Alguns destes contos foram adaptados para livros.
Este projecto faz parte da rede múltipla de experimentações do Activismo Eco-Mítico, e da rede pedagógica de (des)formações.








