SiDURi ~ O Abraço Abundante e Alquímico do Submundo
Dos confins dos tempos surge um conto em três actos. Três momentos que nos ligam à paisagem eco-mitológica do amor e do luto, numa fabulação de um dos fragmentos do Épico de Gilgamesh. Uma jornada de resgate de Siduri, a que detém sabedoria das relações, intimidade e libações, do voltar ao corpo e ao toque, da ablução em águas sagradas, num convite a recuperar o lugar da alegria e intimidade. Estas são as instruções para amassar o pão ancestral das relações que nos consagram de volta à Vida, as que fazem o luto e eco-ansiedade moverem-se.
Difícil é a travessia, estreito é o caminho, mas, eventualmente, retornamos inteiros.
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Livro de Bolso, A6, 90 páginas. Impresso em papel reciclado.
Índice:
O grande Auroque perdido no Abismo
A Deusa Velada
Banquete no Umbral
O Impulso, talvez a Necessidade, quem sabe a Inspiração
A Epopeia de Gilgamesh matriz da psique moderna ocidental
O Grande Auroque (Gilgamesh)
Gémeo Selvagem (Enkidu)
A Deusa Velada (Siduri)
Chave eco-mitológica Jardim do Paraíso
Chave eco-mitológica Deusa Taberneira e Guardiã Ofídica da Árvore-da-Vida
Siduri e Gilgamesh A Simbiose do Luto
Rude Gilgamesh o legado
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Activismo Afectivo e Mítico. Paisagens internas e externas, narrativas ecológicas, simbióticas, eco-mitologia, ecopsicologia, ecofeminismo, ecoespiritualidade, arte, e escrita.
{Contexto}
⚠️ Lembro que todas as palavras e conceitos tecidos no meu trabalho nascem através da minha vida, da naturalmente tendenciosa e sempre limitada percepção das coisas, não assumindo que carreguem qualquer verdade absoluta. Escrevo a partir de um contexto de baixa intensidade no norte global, em consciência e responsabilização pelas lutas interseccionais de ecocídio e genocídio da modernidade, deslaçando o capitalismo-heteronormativo-global-colonial um dia de cada vez, mas ainda assim usando as suas ferramentas.
⚠️ Com a consciência que este projecto assenta numa plataforma que, pela sua natureza, escraviza e aniquila também ecossistemas inteiros, as suas populações humanas e não-humanas na constante, massiva e violenta, extração de metais para baterias e tecnologia. Com o enorme consumo energético de cada byte armazenado algures, nunca numa ilusória nuvem, mas em data-centers físicos, com pegada ecológica devastadora. Apesar das contra-narrativas hegemónicas que acolhe, o projecto expressa-se através destes suportes que assentam e perpetuam sistemas de opressão e violência.
⚠️ Apesar do saber ser sempre colectivo, agradeço que sempre que citarem palavras ou conceitos do meu trabalho refiram a fonte, para honrar as muitas horas de investigação e prática que geram estes textos disponíveis a todos. Como investigadora independente, recordo que não tenho afiliações ou bolsas institucionais, pelo que todo o investimento é apenas sustentado pelos meus muito limitados recursos pessoais.




Leio-a e releio-a, tantas vezes, antes de dormir.