Hoje abrimos espaço para algo que talvez tenhas ouvido desde criança, os contos populares, mas que vamos visitar de forma bem diferente. Não como metáforas psicológicas, nem como entretenimento folclórico. Mas como… mapas, ecológicos, relacionais e de tempo profundo.
A pergunta que nos guia é provocadora: E se estas histórias forem portadoras de uma sabedoria coletiva, relacional e ecológica, que nos ajuda a viver em complexidade e paradoxos, e não a escapar deles?
Neste episódio, seguimos pistas deixadas no projeto Serpente da Lua, onde os contos da Península Ibérica são revisitados como expressões animistas, totémicas e profundamente ligadas à Terra. Não apenas como simbologias humanas, mas como sistemas vivos de conhecimento, como expressões da relação íntima entre psique, corpo e paisagem.
Vamos falar de:
a erosão da sabedoria indígena local na península
as noivas animais, as mouras encantadas
e daquilo que talvez ainda sobrevive em nós: a capacidade de escutar com o corpo inteiro, de recordar com os ossos e as raízes.
Baseado nos livros dos Contos da Serpente e da Lua e d’O Santuário.
Que histórias ainda te habitam?
Que contos te lembram que tu também és paisagem?
Os capítulos deste episódio são:
Redescobrindo Contos Populares como Mapas Ecológicos e Relacionais - 00:00
A Crítica da Modernidade e a Perda da Sabedoria Local - 02:39
Desvendando a Sabedoria Ecológica Oculta nos Contos Populares - 06:07
Cultivando uma Consciência Relacional Profunda com o Esqueleto Totémico - 10:02
Os Mitos Totémicos como Acordos Ecológicos e Vínculos com a Natureza - 14:27
Recordar a Interconexão com o Mundo Vivo Através da Eco-Mitologia - 19:53


